O BananaPlac, material desenvolvido pela Fibra Design em parceria com a artesã Genilda Morais, esteve presente na exposição "National Design Triennial - Why Design Now?", que aconteceu em New York, em maio de 2010. O material esteve exposto ao lado de diversos exemplos de materiais concebidos e produzidos levando em conta os impactos ambientais e sociais e de seu ciclo de vida.
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"Why Design Now?" é a quarta instalação na série de exposições de design trienais lançadas pelo museu de design Cooper-Hewitt, em 2000. A trienal fornece uma amostra da inovação contemporânea, olhando o que designers, engenheiros, empresários e cidadãos de vanguarda estão fazendo em diversas áreas e em diversas escalas ao redor do mundo. Incluem-se aí soluções práticas já em uso, bem como ideias experimentais destinadas a inspirar pesquisas futuras.
A exposição em si é um exercício de design sustentável. Em colaboração com o designer de exposições, Tsang Seymour, o Museu empregou materiais de origem sustentável, componentes modulares, técnicas simples de montagem e estratégias de redução de materiais sempre que possível. Além disso a exposição pode ser remontada em outros lugares, utilizando materiais locais. Os móveis expositores são feitos com Medite FR, um compósito formado por 100% de resíduos de madeira industrial, com acabamento de pintura e vernizes zero-VOC. O piso das áreas de exposição utiliza carpete reciclado FLOR Fedora, produzido com 80% de fibras pós-consumo. Esses e outros exemplos fazem do "Why Design Now" a exposição mais sustentável na história do Cooper-Hewitt.
Abaixo, exemplos de materiais que estiveram expostos na seção de materiais, ao lado do BananaPlac.
Assuntos como a ecologia e sustentabilidade não estão mais restritos à esfera do design, engenharia ou arquitetura. Cada vez mais notamos que estes temas relacionados ao meio ambiente são um prato cheio para outras formas de expressão. E o que melhor que a arte para discutir o papel da humanidade no mundo e seu convívio com o habitat maior: a Terra.
Abaixo um bom exemplo de como a sétima arte pode ser um ótimo canal para explorar a relação homem X meio ambiente. O filme, intitulado "Falling" faz parte de uma tetralogia dirigida e concebida pela canadense Ayelen Liberona, e mistura uma poesia visual consistente à dança contemporânea afiada da atriz-diretora.
Ayelen é canadense, filha de refugiados chilenos, dançarina, coreógrafa e ainda afirma que é uma andarilha, que só se sente bem em movimento.
Para acabar com problemas de preços e sanções ao algodão e reduzir a dependência do petróleo usado na fabricação de tecidos sintéticos, uma pesquisadora de Londres desenvolveu um processo para fabricar tecidos por meio da fermentação de levedura, segundo divulgou o LSN Global, site da Agência Voltage, em parceria com The Future Laboratory.
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Suzanne Lee é pesquisadora do setor de moda e desenvolvimento de tecidos da faculdade londrina Martins College of Art and Design. Ela, que escreveu um livro sobre fontes alternativas na indústria da moda, agora dá forma às ideias divulgadas na publicação. Em parceria com o cientista Dr David Hepworth, Suzanne desenvolveu um processo parecido com a produção de cerveja, mas para fabricar tecidos.
No processo desenvolvido pela dupla, bactérias fermentam a levedura misturada com chás doces, com o de frutas. Dez dias após o início do procedimento, forma-se uma fibra, que sobe à superfície dos tanques de fermentação. Esta fibra é recolhida, seca, e transformada em tecido.
Para tingir e criar estampas especiais, os inventores usam frutas e vegetais. “As pessoas poderão, literalmente, comer a própria roupa no futuro. Não há valor nutricional na criação, mas as fibras são digestíveis”, diz Suzanne.
Agora a pesquisadora e o cientista trabalham em uma parceria com o departamento de engenharia da faculdade londrina Imperial College para criar maneiras de produzir as fibras e o tecido em larga escala. A ideia é viabilizar a comercialização do material.
Além de comestível, o tecido é biodegradável e o método de produção agride menos o meio ambiente do que a produção de fibra sintética, por exemplo, que utiliza petróleo na fabricação.
Para convencer formadores de opinião da moda de que o tecido, além de tudo, pode ser bonito, a dupla já criou três peças com a invenção: dois modelos de jaqueta e uma camisa com influências orientais.
Pelo segundo ano consecutivo, a Fibra Design marca presença na mostra Rio+Design, que ocorre durante o Salão Internacional do Móvel — que se iniciou hoje e se estende até o dia 19 de abril. A bibicleta Chico, premiada com a medalha de prata no prêmio IDEA Brasil 2009, categoria Ecodesign é um dos produtos selecionados para a exposição.
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O objetivo da mostra é divulgar o trabalho de designers cariocas para as indústrias internacionais. A iniciativa é promovida pela Secretaria Estadual de Desenvolvimento Econômico, Energia, Indústria e Serviços (Sedeis), em colaboração com o SEBRAE / RJ, a Câmara Ítalo-Brasileira de Comércio, com a Firjan pela Apex Brasil, com a Promos, com Tam e bondinho do Pão de Açúcar.
A exposição tem curadoria de Ricardo Leite e Cláudio Magalhães, e a Gerência de Comunicações fica a cargo de Paula Costa. Diversos projetos que representam o design da cidade estão na mostra. Entre eles, alguns de design gráfico, como o dossiê da candidatura do Rio de Janeiro nos Jogos Olímpicos em 2016, criado por Ana Soter, o catálogo de obras do artista plástico Frans Krajcberg, feito de madeira de reflorestamento em formato de tronco, da Tecnopop, o catálogo para os treze DVDs de Chico Buarque da série "A Série" (2006), desenhado por Crama Design.
Gerações distintas do design brasileiro reúnem-se em Milão, em uma mostra expressiva que conta com mais de 150 peças. O mestre Sergio Rodrigues aparece com a poltrona "Kilin" eo banco "Sonia". Jóias da H. Stern inspiradas em Oscar Niemayer, a bengala "Erlanger" desenhado por Mendes-Hirth, vencedor do IF Design Award, o USB stick "Penboo" design projetado pela Tátil Design e a bicicleta "Chico", ambos feitos de bambu. A já consagrada linha de bolsas "Eu amo o Rio" de Gilson Martins. Além disso estão expostas peças do Bruno Novo,Habto, Bernardo Senna, Fernando Jaeger, entre outros.
Confiram abaixo matéria veiculada no programa Zona de Impacto, do Sportv, sobre iniciativas de produtos sustentáveis ligados a prática de esportes. O Folha Seca, um skate não-madeireiro desenvolvido pela Fibra Design em parceria com a Lets Evo foi um dos destaques da matéria, que mostrou também o trabalho da e-board e da bicicleta elétrica.
'in a planet of our own' - a vision of sustainability from Universities across six continents
No final do ano passado a Fibra esteve presente na India, junto com a ESDI - Escola Superior de Desenho Industrial (UERJ - Universidade do Estado do Rio de Janeiro), na exibição "in a planet of our own - a vision of sustainability from Universities across six continents". Esta mostra, que fez parte da AEC World Expo on sustainability, foi hospedada pelo Industrial Design Center (IDC), no Indian Institute of Technology (IIT), em Bombay, India.
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Este evento internacional foi concebido visando à criaçào de um projeto de sensibilização sobre a sustentabilidade e, simultaneamente, à oferta de uma plataforma de interação para a comunidade do design mundial. Seus eventos, como a exibição na qual a Fibra esteve presente, foram centrados em torno dos interesses dos estudantes, educadores, profisisonais e grupos de interesse da sustentabilidade.
O objetivo da exibição "in a planet of our own" foi mostrar como o tema da sustentabilidade é praticado em diferentes partes do mundo em toda sua diversidade, abordando soluções locais. Esperou-se com esta exibição representar as preocupações, os contrastes, as experiências, a essência e as características conectadas com a sustentabilidade. Ao lado da Fibra e da ESDI, estiveram expostos também trabalhos de mais de 20 instituições internacionais.
Dêem uma olhada nesse mapa da Terra, que simula em tempo real o número de nascimentos, de mortes e a emissão de CO2 de cada país de nosso planeta. É bem interessante e impressionante. Vale dar uma checada.
O 1o mob do projeto "Flashmobing", Slow Yourself Down (Desacelere), realizado pelo Brecha Coletivo, aconteceu em novembro de 2009 na Av. Rio Branco, no centro do Rio de Janeiro, envolvendo cerca de 100 pessoas. A ação consistiu em criar um "tempo suspenso" através da desaceleração do caminhar dos participantes durante a travessia de uma faixa de pedestres, que durou cerca de 60 segundos.
Entre os conceitos presentes na ação estão a filosofia "slow life" - que prega a desaceleração como proposição política - e as "zonas autônomas temporárias", as famosas "TAZ" (clique aqui para saber um pouco mais sobre as TAZ, no wikipedia)
O "Brecha" é um coletivo mutidiciplinar de pesquisa e ações em arte.
Flash Mobs são aglomerações instantâneas de pessoas em um local público, que realizam determinada ação inusitada previamente combinada, e em seguida se dispersam tão rapidamente quanto se reuniram. Para quem não conhece, vale conferir esse link, que é considerado o maior FlashMob do mundo já relizado. É imperdível.
A questão da sustentabilidade invade diversos segmentos da sociedade. E a arte não poderia escapar.
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A Arte Sustentável, como são chamadas as obras que obedecem preceitos de sustentabilidade, é multifacetada. Com Raízes que datam da década de sessenta, cada vez mais artistas contemporâneos criam propostas e obras que discutem o papel do meio ambiente na atualidade. Os materiais utilizados são diversos: grama, sujeira, musgo, componentes eletrônicos e até carros são transformados em obras de arte.
A primeira aparição de um movimento artístico que discutisse questões relacionadas ao meio ambiente data de meados dos anos 60. A Environmental Art ,termo em inglês que significa arte ambiental (meio-ambiente), é a primeira aparição de uma corrente artística voltada para a ecologia.
Escultores como os americanos Robert Smithson, Alan Sonfist e o búlgaro Christo estão dentre os primeiros que tentaram unir arte e meio-ambiente. As telas destes artistas eram as paisagens, no entanto, estes pioneiros não tiveram muito sucesso. Os artistas foram acusados de desrespeito ao meio-ambiente em diversas ocasiões. Apesar de eles estarem discutindo ecologia, conservacionistas e críticos alegavam que as obras causavam danos à natureza. Smithson por exemplo, cuja obra esta estampada na manchete deste post, usou enormes escavadeiras para esculpir uma espiral às margens do Grande Lago Salgado, em Utah, nos Estados Unidos. O caso de Christo foi mais grave. Em 1969 “embrulhou” a costa em Little Bay, na Austrália. O trabalho foi muito criticado pois diversos animais ficavam presos na “obra”. É belo, mas irresponsável em termos ambientais. Mas gerou discussão. Confira abaixo:
A inconsistência entre proposta ideológica e prática esfriou os ânimos da Environmental Art por algumas décadas. Hoje a corrente ressurge com o nome de Arte Sustentável e revela uma nova onda de propostas mais sensatas, de proporções menores se comparadas aos artistas da Environmental Art, mas de impacto ideológico considerável. Mas a arte sustentável mais moderna (a Sustainable Art) é assunto para outro post. Vale uma conferida em um representante atual da Environmental Art, que faz um trabalho belíssimo no deserto de Nevada, nos EUA.
Me lembro da primeira vez que observei aquele brilho. Cegava. Abri meus olhos com esforço para contemplar o que havíamos criado. Mas o brilho cegava.
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Lembro como se fosse ontem.
A temperatura da Terra subira 1 grau nos últimos 15 anos e estávamos chegando a um nível insuportável. O vilão apontado: queima de petróleo? Emissão de carbono? Plástico? Nossa Era Petroquímica, nossa era descartável que nadava em litros de ouro negro alcançava o ápice da impopularidade. Cuspíamos no prato que havíamos comido por tantos anos. Mas não deixávamos nossos carros individuais, não abríamos mão de nossas sacolinhas plásticas. Tudo tão mesquinho.
O custo de início de uma solução: 555 billhões de dólares.
E aqueles cujo pé nascera fincado ao chão: “Teremos trabalho… muito trabalho.”
E tivemos.
Em meio às grandes mudanças sociais desencadeadas pelas revoltas, tivemos muito trabalho.
Não bastava construir o maior Jardim Solar já visto no mundo. Tínhamos de resolver questões morais e éticas envoltas no fato de que o Saara, palco perfeito para a implantação do Jardim, localiza-se na África. E todos sabemos que, de uma forma generalizada, e infelizmente, moral e ética não são os principais atributos da grande maioria dos homens de negócios. E 555 bilhões de dólares é uma quantia que só poderia ser aportada por representantes desta espécie. E este dilema ocorreu em meio à Revolta Verde. E como o mais torto dos caminhos na maioria das vezes é o mais revelador...
A construção do Jardim Solar exigiu de seus idealizadores e empreendedores uma escolha: Todos aqueles que participassem da construção e da atividade lucrativa proveniente do Jardim Solar, deveriam firmar um compromisso de limpeza dos processos produtivos das empresas envolvidas na empreitada. Um divisor de águas. A curto prazo, “Limpar processos produtivos”significa menos lucro.
Neste ponto os idealistas têm razão. Definitivamente precisamos deles. Chegaremos lá. Com a exigência destas condições, metade das empresas retraíram suas propostas. O projeto teria um atraso de anos. Não sei precisar quantos. Sei dizer que foi uma espera longa, que sobreviveu devido à perseverança daqueles que se envolveram de coração com o projeto. E, para minha alegria, boa parte dos envolvidos eram da espécime “homo business sapiens”. Homens de negócios. Sinais de mudança.
Mas porque África? E que diabos é o Jardim Solar?
O Jardim Solar é uma construção que parte do seguinte princípio: se 0,3% do Saara fosse utilizado para captação de energia solar, seria o suficiente para alimentar a Europa com toda a energia necessária para seu funcionamento. Incrível não? Um incrível visão que custa bem mais do que 555 bilhões de dólares para ser vista na prática. Esta quantia supri apenas 15% de energia renovável para todo o continente europeu. Mas é um avanço. Europa? Mas o Jardim não fica na África?
Eis a tal discussão ético-moral que assombra o “homo business sapiens”. O conglomerado investidor que realizaria este feito era uma junção de empresas européias. Na época do início do projeto, em 2009, a África sofria com centenas de anos de exploração indiscriminada por parte de...hã.... quem? Dos europeus. E o Saara, antes associado à escassez de água e às monumentais pirâmides, agora seria placo de um empreendimento faraônico, que resolveria o problema energético da Europa. Para uma cotrapartida à África, seriam instalados desalinizadores solares (figura abaixo).
Inventados por Charles Patons, a tecnologia retira o sal da água do mar condensada para gerar água fresca. Este invento aplicado ao contexto das populações africanas pode gerar um aumento considerável das possibilidades agrícolas. Resolveria o problema africano? Não, mas marca o início de uma via de mão dupla. Satisfatório? Não.. mas um começo.
A discussão perduraria por anos.
Os resultados, poderemos observar a partir de agora.
Me lembro da primeira vez que estive no Jardim Solar. Fiz questão de retirar os óculos de proteção. Cegava. Aquele brilho... cegava.
Hoje, corto a fita que inaugura o Jardim Solar.
Amanhã, partirei para um novo projeto: as Ilhas Solares.
Os conservadores que me perdoem: mas nada é impossível.
Esse post faz parte da Série Visões - uma série ficcional, concebida pela Fibra Design e agaragem estúdio, que visa ilustrar visoes de futuro baseadas em iniciativas já existentes no presente, ou em fase de idealização.
As informações e imagens exibidas na Série Visões são extraídas de fontes externas.
Fontes deste post: Sahara Solar Project: Inhabitat Teatro Del Agua Solar Desalination Project: Inhabitat