reflexões sobre o design para a sustentabilidade
A Terra respirando
08.02.10
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Dêem uma olhada nesse mapa da Terra, que simula em tempo real o número de nascimentos, de mortes e a emissão de CO2 de cada país de nosso planeta. É bem interessante e impressionante. Vale dar uma checada.

http://www.breathingearth.net/

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slow yourself down
08.12.09
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O 1o mob do projeto "Flashmobing", Slow Yourself Down (Desacelere), realizado pelo Brecha Coletivo, aconteceu em novembro de 2009 na Av. Rio Branco, no centro do Rio de Janeiro, envolvendo cerca de 100 pessoas. A ação consistiu em criar um "tempo suspenso" através da desaceleração do caminhar dos participantes durante a travessia de uma faixa de pedestres, que durou cerca de 60 segundos.

Entre os conceitos presentes na ação estão a filosofia "slow life" - que prega a desaceleração como proposição política - e as "zonas autônomas temporárias", as famosas "TAZ" (clique aqui para saber um pouco mais sobre as TAZ, no wikipedia)


 

O "Brecha" é um coletivo mutidiciplinar de pesquisa e ações em arte.

http://brechacoletivo.wordpress.com
www.twitter.com/flashmobing


Flash Mobs são aglomerações instantâneas de pessoas em um local público, que realizam determinada ação inusitada previamente combinada, e em seguida se dispersam tão rapidamente quanto se reuniram. Para quem não conhece, vale conferir esse link, que é considerado o maior FlashMob do mundo já relizado. É imperdível.

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Environmental Art
04.12.09
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Por: Rodrigo Maia / agaragem estúdio

 

A questão da sustentabilidade invade diversos segmentos da sociedade. E a arte não poderia escapar.

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A Arte Sustentável, como são chamadas as obras que obedecem preceitos de sustentabilidade, é multifacetada. Com Raízes que datam da década de sessenta, cada vez mais artistas contemporâneos criam propostas e obras que  discutem o papel do meio ambiente na atualidade. Os materiais utilizados são diversos: grama, sujeira, musgo, componentes eletrônicos e até carros  são transformados em obras de arte.
 

A primeira aparição de um movimento artístico que discutisse questões relacionadas ao meio ambiente data de meados dos anos 60. A Environmental Art ,termo em inglês que significa arte ambiental (meio-ambiente), é a primeira aparição de uma corrente artística voltada para a ecologia.

Escultores como os americanos Robert Smithson, Alan Sonfist e o búlgaro Christo estão dentre os primeiros que tentaram unir arte e meio-ambiente. As telas destes artistas eram as paisagens, no entanto, estes pioneiros não tiveram muito sucesso.  Os artistas foram acusados de desrespeito ao meio-ambiente em diversas ocasiões. Apesar de eles estarem discutindo ecologia, conservacionistas e críticos alegavam que as obras causavam danos à natureza. Smithson por exemplo, cuja obra esta estampada na manchete deste post, usou enormes escavadeiras para esculpir uma espiral às margens do Grande Lago Salgado, em Utah, nos Estados Unidos. O caso de Christo foi mais grave. Em 1969 “embrulhou” a costa em Little Bay, na Austrália. O trabalho foi muito criticado pois diversos animais ficavam presos na “obra”. É belo, mas irresponsável em termos ambientais. Mas gerou discussão. Confira abaixo:

 

A inconsistência entre proposta ideológica e prática esfriou os ânimos da Environmental Art por algumas décadas. Hoje a corrente ressurge com o nome de Arte Sustentável e revela uma nova onda de propostas mais sensatas, de proporções menores se comparadas aos artistas da Environmental Art, mas de impacto ideológico considerável. Mas a arte sustentável mais moderna (a Sustainable Art) é assunto para outro post. Vale uma conferida em um representante atual da Environmental Art, que faz um trabalho belíssimo no deserto de Nevada, nos EUA.

Brochure from Peter Hinson on Vimeo.

 

 

 


 

 

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Jardim Solar
09.11.09
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Por: Rodrigo Maia / agaragem estúdio

Me lembro da primeira vez que observei aquele brilho. Cegava. Abri meus olhos com esforço para contemplar o que havíamos criado. Mas o brilho cegava.

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Lembro como se fosse ontem.

A temperatura da Terra subira 1 grau nos últimos 15 anos e estávamos chegando a um nível insuportável. O vilão apontado: queima de petróleo? Emissão de carbono? Plástico? Nossa Era Petroquímica, nossa era descartável que nadava em litros de ouro negro alcançava o ápice da impopularidade. Cuspíamos no prato que havíamos comido por tantos anos. Mas não deixávamos nossos carros individuais, não abríamos mão de nossas sacolinhas plásticas. Tudo tão mesquinho.
O custo de início de uma solução: 555 billhões de dólares.

Lembro como se fosse ontem.

Os conservadores diziam: “Impossível!”

Os idealistas: “Chegaremos lá!”

E aqueles cujo pé nascera fincado ao chão: “Teremos trabalho… muito trabalho.”

E tivemos.

Em meio às grandes mudanças sociais desencadeadas pelas revoltas, tivemos muito trabalho.

Não bastava construir o maior Jardim Solar já visto no mundo. Tínhamos de resolver questões morais e éticas envoltas no fato de que o Saara, palco perfeito para a implantação do Jardim, localiza-se na África. E todos sabemos que, de uma forma generalizada, e infelizmente,  moral e ética não são os principais atributos da grande maioria dos homens de negócios. E 555 bilhões de dólares é uma quantia que só poderia ser aportada por representantes desta espécie. E este dilema ocorreu em meio à Revolta Verde.  E como o mais torto dos caminhos na maioria das vezes é o mais revelador...

A construção do Jardim Solar exigiu de seus idealizadores e empreendedores uma escolha: Todos aqueles que participassem da construção e da atividade lucrativa proveniente do Jardim Solar, deveriam firmar um compromisso de limpeza dos processos produtivos das empresas envolvidas na empreitada. Um divisor de águas. A curto prazo, “Limpar processos produtivos”significa menos lucro.

Neste ponto os idealistas têm razão. Definitivamente precisamos deles. Chegaremos lá. Com a exigência destas condições, metade das empresas retraíram suas propostas. O projeto teria um atraso de anos. Não sei precisar quantos. Sei dizer que foi uma espera longa, que sobreviveu devido à perseverança daqueles que se envolveram de coração com o projeto. E, para minha alegria, boa parte dos envolvidos eram da espécime “homo business sapiens”. Homens de negócios. Sinais de mudança.



Mas porque África? E que diabos é o Jardim Solar?

O Jardim Solar é uma construção que parte do seguinte princípio: se 0,3% do Saara fosse utilizado para captação de energia solar,  seria o suficiente  para alimentar a Europa com toda a energia necessária para seu funcionamento. Incrível não? Um incrível visão que custa bem mais do que 555 bilhões de dólares para ser vista na prática. Esta quantia supri apenas 15% de energia renovável para todo o continente europeu. Mas é um avanço. Europa? Mas o Jardim não fica na África?

Eis a tal discussão ético-moral que assombra o “homo business sapiens”. O conglomerado investidor que realizaria este feito era uma junção de empresas  européias. Na época do início do projeto, em 2009, a África sofria com   centenas de anos de exploração indiscriminada por parte de...hã.... quem? Dos europeus. E o Saara, antes associado à escassez de água e às monumentais pirâmides, agora seria placo de um empreendimento faraônico, que resolveria o problema energético da Europa. Para uma cotrapartida à África, seriam instalados desalinizadores solares (figura abaixo).

Inventados por Charles Patons, a tecnologia retira o sal da água do mar condensada para gerar água fresca. Este invento aplicado ao contexto das populações africanas  pode gerar um aumento considerável das possibilidades agrícolas.  Resolveria o problema africano? Não, mas marca o início de uma via de mão dupla. Satisfatório? Não.. mas um começo.
 
A discussão perduraria por anos.

Os resultados, poderemos observar a partir de agora.

Me lembro da primeira vez que estive no Jardim Solar. Fiz questão de retirar os óculos de proteção. Cegava. Aquele brilho... cegava.

Hoje, corto a fita que inaugura o Jardim Solar.
 
Amanhã, partirei para um novo projeto: as Ilhas Solares.

Os conservadores que me perdoem: mas nada é impossível.

 

Esse post faz parte da Série Visões - uma série ficcional, concebida pela Fibra Design e agaragem estúdio, que visa ilustrar visoes de futuro baseadas em iniciativas já existentes no presente, ou em fase de idealização.
As informações e imagens exibidas na Série Visões são extraídas de fontes externas.
Fontes deste post:
Sahara Solar Project: Inhabitat
Teatro Del Agua Solar Desalination Project: Inhabitat

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E se sua casa encolhesse?
27.10.09
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Pra pensar um pouco... 

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Carregador universal se aprovado, poderá economizar a emissão de 13,6 milhões de toneladas de CO2
26.10.09
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via AmbienteBrasil

A União Europeia anunciou neste ano que pretende implantar entre os produtores de celulares,  carregadores universais de bateria. Na última semana, um modelo de carregador universal foi aprovado pela União Internacional de Telecomunicação,  e já está disponível para as companhias adotarem voluntariamente para os seus aparelhos.

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O novo carregadore tem um pequeno USB e é mais eficiente em energia.  De acordo com Aldo Liguori, porta voz da Sony Ericsson, os planos são de lançar no mundo todo o carregador universal no primeiro semestre de 2010.

Cada usuário de telefones móveis irá se beneficiar deste recurso, que permite que o mesmo carregador seja utilizado por qualquer celular, independente da do modelo.  Qualquer um estará apto a carregar seu celular em qualquer lugar do mundo, com qualquer carregador disponível, além disso o consumo de energia utilizado pelo novo carregador também será menor.

Estima-se que cerca de 51000 toneladas de carregadores são produzidos de maneira redundante a cada ano, e  o carregador universal, poderá diminuir bruscamente este número, se ele for adotado pelas fabricantes de celulares.  Se companhias como LG, AT&T, DoCoMo, Samsung, Nokia e muitas outras fizerem implantarem a ideia de carregador universal da GSMA. Nos próximos anos, não só haverá uma grande redução do volume de lixo eletrônico e nas emissões de gases do efeito estufa, mas também estima-se uma grande redução da energia  celulares.

Isso é para pensarmos a diferença que faz um simples produto nos impactos ambientais em todo o planeta - desde seu nascimento até seu uso e consequente descarte.

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The Reverse Graffiti Project
21.10.09
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Reverse Graffiti. Decalcar a sujeira, ou qualquer acúmulo de material em pó para descobrir imagens e revelar significados por detrás dos hábitos humanos.

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Talvez o mais evidente destes significados por trás do reverse grafiti seja:

Nós, os humanos, sujamos. A sujeira é reflexo de nossas atividades. No entanto, ao utilizar a arte como meio de evidenciar o que está por detrás desta sujeira, os artistas de rua mostram que é possível pensar e agir criativamente com a finalidade de mobilizar a opinião pública para problemas sócioambientais.

A tela utilizada é feita de pó e resíduos. E nada melhor que a rua ser convertida em u ma grande galleria de arte e protesto.

Em 14 abril de 2008 o documentarista americano Doug Pray e o artista de rua britânico Moose, que introduziu a técnica do Reverse Graffiti, uniram-se para criar em São Francisco uma obra que utilizasse o reverse graffiti para discutir a questão ambiental. Era o marco inicial para o The Reverse Graffiti Project e foi executado enquanto a cidade de São Francisco estava adormecida.  A intervenção urbana foi apoiada pela marca Green Works, linha de produtos naturais e ecoresponsáveis para limpeza doméstica.

Os “desinfetantes verdes”são fabricados pela Clorox Company, que desenvolve produtos químicos, nem todos ecologicamente corretos. Entretanto, de acordo com a compania, eles estão tem programas para otimização de suas instalações, parcerias e iniciativas, tudo com a finalidade de tornarem-se mais sustentáveis.
Abaixo você pode conferir o video de Doug Pray e Moose para o The Reverse Graffiti Project.
 

 


 

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Prédio que gera mais energia do que consome
14.10.09
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by Redação EcoD

Para a maioria dos arquitetos, o prédio dos sonhos é aquele que consume zero de energia. Mas os profissionais do Arte Charpentier Architects queria mais e decidiram construir o primeiro edifício que gera mais energia do que consome.

Do projeto aos materiais, passando pelo comportamento do usuário, a Torre Elithis aplica as últimas técnicas de desenvolvimento sustentável e consegue produzir seis vezes menos gases do efeito estufa que os prédios comuns.

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Construída em Dijon, na França, o prédio foi totalmente planejado com base em uma ideologia sustentável que prega a escolha de materiais com a partir do seu impacto ambiental, o uso da energia solar, de iluminação e ventilação naturais e conscientização e participação de seus usuários na economia e uso consciente de energia.

A torre, que originalmente era apenas um desafio teórico iniciado por Thierry Bievre, Diretor Geral da Elithis Engenharia, é feita de madeira e possui isolamento feito com material reciclado. O prédio também possui 330 painéis solares e um protetor solar para remover o excesso de calor e permitir a entrada de luz natural. As emissões do escritório ainda são recuperadas e reutilizadas dentro da própria torre.

Espalhando a ideia

A Elithis Engenharia não quer que sua proeza energética passe despercebida, por isso a empresa instalou 1.600 sensores de energia em todo o prédio e projetou um letreiro público que informa o seu consumo energético diário.

Por ser o primeiro laboratório de ativos ambientais desse tipo no mercado, cientistas, pesquisadores e universidades também são convidados a visitar o edifício e avaliar as informações recolhidas no projeto.

E a melhor parte talvez ainda esteja por vir: o prédio de 10 andares e 16 mil metros quadrados custou US $ 10 milhões – preço relativamente baixo para os padrões desse tipo de construção e comparável ao de edifício tradicional. É mais uma prova de que edifícios verdes também podem ser acessíveis.

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Era da Estupidez
13.10.09
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O dia 22 de setembro foi marcado pela estréia internacional e simultânea do filme A Era da Estupidez. Mais de 40 países participaram da Premiére Global des documentário, que tem como finalidade chamar a atenção do mundo para os efeitos do aquecimento global.

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“A era da estupidez” se passa em 2055 e tem no papel principal o ator inglês Pete Postlethwhaite, indicado para o Oscar em 1994. Ele interpreta o ‘arquivista’, um homem solitário que vive num mundo devastado pelo aquecimento global e que consome seu tempo catalogando o passado. O filme mostra Postlethwhaite examinando imagens de 2007 e se perguntando por que a humanidade não tomou providências contra a crise climática quando ainda havia tempo.

A exibição do longa-metragem está vinculada a uma grande campanha ambiental, apoiada por celebridades e organizações não-governamentais de todas as partes. O objetivo é influenciar os principais líderes políticos mundiais a assinarem, em dezembro deste ano, na 15ª Conferência da ONU sobre Mudança do Clima (COP 15), em Copenhagen, o tratado que obriga as nações a reduzir as emissões de gases de efeito estufa, de forma que o aumento de temperatura do planeta não ultrapasse os 2º C.

"Nossas ações contra as mudanças climáticas irão definir a nossa geração, assim como o fim do apartheid, a abolição da escravidão e a chegada do homem na lua definiram gerações anteriores. No momento, vivemos na era da estupidez, mas, apesar do pouco tempo que nos resta, ainda é possível mudar esta situação", afirma a diretora do filme, Franny Armstrong.

Com um orçamento de £ 450 mil, “A era da estupidez” é uma produção independente financiada através da venda de cotas de participação para 223 indivíduos e grupos que se preocupam com a mudança climática.



A MovieMobz é a responsável pela distribuição do filme no Brasil, e foi ela que organizou o evento em âmbito nacional, que contou com exibição simultânea em cinemas de onze cidades. A Fibra Design Sustentável apoiou esta iniciativa com um projeto minimalista  para o Foyer do Cinema Unibanco Arteplex, no Rio de Janeiro. O desafio foi desenvolver e viabilizar a produção - em um curto tempo e sem custo algum - de algo que chamasse a atenção dos frequentadores para o filme. A solução encontrada foi a instalação de uma árvore morta confeccionada com MDF cedido pela MASISA e recortado gentilmente pela Artes e Ofícios, lonas Ecojuta cedidas pela Locomotiva e sua representante Lieto Fine e folhas secas do Jardim Botânico.





Mais informações:
www.moviemobz.com/aeradaestupidez
www.ageofestupid.net
 

 O lançamento do filme contou com o apoio do Greenpeace, Amigos da Terra Brasil e Instituto e.

Sobre a MovieMobz

A MOVIEMOBZ é a primeira distribuidora do mercado mundial a operar exclusivamente por meio do lançamento de filmes em cinemas no formato digital, tecnologia hoje disponível em mais de 205 salas e 27 cidades no país, através do Sistema da RAIN DIGITAL CINEMA. A empresa foi criada por Marco Aurélio Marcondes, veterano do mercado de cinema e ex-sócio do consórcio Europa Filmes & MA Marcondes e os fundadores da Rain Digital Cinema, Fábio Lima e José Eduardo Ferrão, pioneiros do cinema digital no país. A MOVIEMOBZ é também precursora na programação de filmes, em salas de cinema, a partir da demanda do consumidor. Através do site www.moviemobz. com, uma rede social que agrega conteúdo digital para fãs de cinema, o usuário pode programar sessões dos filmes a que deseja assistir, mobilizar os amigos para marcá-los nas salas de sua preferência, ver e trocar informações, e conhecer pessoas com os mesmos interesses. No ar desde o dia 7 de julho de 2008, o site já promoveu mais de 100 sessões mobilizadas, em oito cidades brasileiras.


Sobre o Greenpeace

O Greenpeace é uma organização global e independente que atua para defender o meio ambiente e promover a paz, inspirando as pessoas a mudarem atitudes e comportamentos. Investigando, expondo e confrontando crimes ambientais, desafiamos os tomadores de decisão a reverem suas posições e mudarem seus conceitos. Também defendemos soluções economicamente viáveis e socialmente justas, que ofereçam esperança para esta e para as futuras gerações.

Sobre os Amigos da Terra Brasil

O Núcleo Amigos da Terra Brasil é uma ONG que há mais de 40 atua na defesa do meio ambiente no Brasil. Como membro nacional da Federação Internacional Friends of the Earth, tem como lema resistir, mobilizar e transformar na construção de sociedades sustentáveis. Trabalha pelo fortalecimento dos atores locais e das populações já afetadas pelo aquecimento global na luta por Justiça Climática.

Sobre o Instituto e

O Instituto e é uma associação civil sem fins lucrativos, cuja missão é a de promover e posicionar o Brasil como protagonista em desenvolvimento humano sustentável, através da criação e gestão de uma rede que potencialize sinergias entre diferentes iniciativas e agentes da sociedade. Foca em comunicação para influir, sensibilizar e educar em prol dos cincos “e”s que definem suas linhas de atuação: earth, environment, education, energy e empowerment. Dentre seus parceiros, encontram-se Osklen, Unesco, ISA, Renctas, WWF, EcoFuturo, ABTH, ICMBio, Instituto Ecológica, Cantor CO2 e Brazil Foundation.

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Êxodo Urbano
31.08.09
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Por: Rodrigo Maia / agaragem estúdio

Um senhor de barbas longas e fala perspicaz é o meu entrevistado.  Foram 2 meses tentando contatá-lo até que conseguíssemos ouvir: sim… eu falo.

E é este senhor que vem chegando com um caminhar lento e agradável. Ele ajeita suas calças, prenunciando que iria sentar-se. Um trejeito comum, típico de quando estamos em ambientes públicos. Um gesto que denúncia que sabemos que ao sentarmo-nos em uma cadeira em um hall qualquer, nossas calças acomodar-se-ão de tal modo que parte de nossa região sacra fica exposta. E entende-se por parte de nossa região sacra: cofrinho”.

E de fato o senhor caminha em direção a uma cadeira. Mas uma que não situa-se em um hall, mas ao ar livre. Ele senta. E apesar de ter ajeitado as calças, seu cofrinho fica à mostra. A árvore é uma cadeira. A cadeira... uma árvore.

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Nos cumprimentamos e ele me fala um pouco do lugar. Noto figuras humanas que lembram pictogramas. Os netos do senhor escalam as figuras ao longe.

Iniciamos a entrevista. Já percebo que não serei entrevistador. Serei ouvinte.

Pergunta 1:
Como foi que o senhor teve a idéia de fundar esta comunidade , a Admirável Mundo Novo?|

(Uma música à moda country vem de longe…)

Ahh essa música. Provavelmente algum saudosista que vive na região. Música de estrangeiro, de uma época onde a vida rural era tida como atrasada,  como reflexo de quem ficou para trás. Êxodo rural. Deixe me falar um pouco mais sobre este período.

Havia os cantores e músicos caipiras, os sertanejos, o greenpeace e o aquecimento global. O protocolo de Kyoto era o estandarte da teimosia e de países auto intitulados desenvolvidos…  Calotas polares derretiam, ex-hippies convertiam-se em eco-ativistas ou eco-guerrilheiros. Algumas vezes eco-chatos. Neo hippies fundavam empresas “verdes”. Nada contra.

Mas como dizia um amigo meu: a sustentabilidade só chegou ao departamento de marketing.
Do quê mesmo? Das empresas. Neo hippies. As baleias sumiram do mapa. Assim como diversas borboletas e pequenos répteis. A temperatura subiu 1,5 graus Celsius. As colheitas faltaram. Os conflitos aumentaram. Resultado: o movimento mundial,  com ênfase política e legislativa, conhecido  como Revolta Verde.


Bom... ahhh....

(acende o incenso lentamente)

Como eu ia dizendo...

Daí resolvi que poderíamos nos integrar. Bastava que fôssemos, gradativamente, cedendo aos chamados naturais e pensando soluções com o que tínhamos a mão.
Enfim... viemos morar no meio do mato e nos propusemos um problema - no sentido de busca por uma solução – e achamos. Viver de forma sustentável e tentar transmutar nossos hábitos atuais em alternativas. E foi isso que achamos. Achamos um problema a ser resolvido.
(ele olha em volta apreciando a vegetação)


O senhor de fato é um homem prolixo. Que desfere palavras sem necessariamente conferir a elas um encadeamento que possibilite um significado maior. O senhor barbudo e calmo apenas descreve sequencialmente quais foram suas motivações. Ele não se preocupa se o taxarão ou não. Para ele, opinião pública é algo controlado pela mídia. E o significado e abrangência da palavra mídia mudou muito nos últimos anos. Mídias de comunicação em massa, mídias alternativas, mídia do-it-yourself, mídias de comunicação comunitária... a internet revolucionou minha profissão. O senhor de barba sabe disso. E ele é alimentado apenas das notícias que lhe interessam. Seu genro produz um jornal online da comunidade. Na publicação você irá encontrar notícias sobre iniciativas verdes  e desenvolvimento de novos materiais, biomateriais.

Pergunta 2:

De onde surgiu a idéia de moldar árvores?



Após a Revolta Verde o cerco às indústrias poluidoras aumentou bastante. Na época eu trabalhava como designer em um escritório no centro da cidade. Ficava tratando no photoshop bundas, pernas e manchas roxas de mulheres cobiçadas que topavam posar para ensaios fotográficos. Chato. Entediante. Entende?

Quando estourou a Revolta, percebi que podíamos sim neutralizar e combater pacificamente qualquer tipo de empresa ou governo que desrespeitasse as medidas elaboradas pelo conselho sei lá o quê... Nunca lembro o nome daquele troço...

sei que os empresários chamam o pessoal de Policia Verde...


(ri com sarcasmo)

Meu veículo foi a internet. Espalhávamos e mapeávamos quais eram as empresas que utilizavam adubo químico, pesticida, que utilizavam mão de obra servil na confecção de seus produtos ou que não usavam madeiras certificadas. Coisas do tipo. Achávamos que não adiantaria de nada... Até que um dia conseguimos processar um dos maiores empresários do ramo, que vivia um falso modelo de “empresário sustentável”. Foi um quiprocó! Protestos no fórum e tudo mais. Notamos que aos poucos as pessoas começaram a deixar de comprar daquelas empresas e passaram a comprar de empresas verdes. Ótimo eu pensei! Mas eu tinha ficado com essa incumbência de fiscalizar quem desrespeitava ou não as normas para uma sociedade mais sustentável. Não queria esse papel. E larguei o sistema que havia criado na mão de jovens, preenchidos pelo furor típico da juventude e que seriam extremamente eficientes e perseverantes nesta questão. Eu queria era vir para o mato.

(Novamente para e contempla as árvores e flores ao redor)

Foi isso. Ocorreu o segundo movimento na Revolta Verde... o Êxodo Urbano. Um bando de gente que queria voltar a viver de forma simples. Eu fui um deles. Vim para cá e decidi tornar essa antiga propriedade de meu avô em uma espécie de vila aberta. Não sou mais dono desta propriedade. Ela é uma cidade agora. Uma cidade modelo para aqueles que achavam que não era possível hibridizar natureza e avanço tecnológico. E passei a me dedicar a técnicas de botânica e jardinagem. Tudo aprendido na internet. E foi um passo para chegar nessa técnica de molde de árvores. Hoje quase tudo por aqui é feito desta forma.

E é por isso que ganhamos vários apelidos carinhosos: gnomos, elfos, povo da floresta.... 

(o senhor barbado ri como uma criança)

A esta altura havia me resignado ao papel de ouvinte definitivamente. Era como uma criança encantada com casas na árvore que me eram mostradas ao visitar um sitio perdido nos confins da minha infância. Era uma utopia. Falsa ou não, não me interessava. Atentei apenas aos sorrisos e à imagem lírica e prevalente de crianças soltas e adultos livres.

Pergunta 3:

E esses prédios-árvore? Como são feitos?

Ahhhh! Estes são a nossa resposta àqueles que diziam que não poderíamos construir uma cidade nos moldes convencionais. Este prédio é o protótipo do futuro.  Criamos a armação com metal. Depois de consolidada a estrutura, retiramos o metal e entramos com o acabamento. Utilizamos apenas materiais certificados e renováveis. O resultado é um prédio como outro qualquer, mas que gera oxigênio e é verde né???? Estamos desenvolvendo pinturas naturais para as fachadas agora. Não posso deixar de dizer que este projeto é fruto de uma equipe multidisciplinar que inclui engenheiros, agrônomos, bio cientistas e designers.




Mas não utilizamos apenas materiais naturais. Nós também temos nossas casas móveis. Tendas que criamos inicialmente para dar suporte aos conservacionistas que queriam impedir que árvores fossem abatidas. Mas hoje esta situação esta controlada e as TendasÁrvore servem de moradia suspensa e integrada ao ambiente. E estes projetos vão longe... temos diversas aplicabilidades para estas tecnologias. Basta olhar ao redor.






Pergunta 4:
E o senhor? Qual sua função aqui?


Eu? Eu catequizo jornalistas. (ri sarcasticamente)

Brincadeiras à parte, eu atualmente faço parte do time de criação. E não tem nada de ócio por aqui não. Só para as crianças. Somos uma fábrica de pensar problemas. É a minha herança designer que fala alto. Identificar e solucionar problemas. Atualmente estamos aprimorando o sistema de captação de energia eólica e solar. No fundo no fundo isso aqui é um retiro para cientistas.

Bom... e o que você tem a dizer para todos que vão ler esta entrevista?

Não sou pregador. Apesar do meu aspecto “ser da floresta”apenas sigo minhas convicções. Posso dizer no que acredito Ok? E nem sempre isso servirá para todos.

Bom...

Ehhh... (hesitante)

Tem que imaginar né? Que seria de nós sem a imaginação?


Me despeço do senhor barbudo. Só saí da cidade-árvore 5 horas depois. Mas durante estas 5 horas eu não era um jornalista gravando informações para reportar ao mundo o que havia presenciado. Nestas 5 horas restantes me resumi a observador. Admirador.

A conclusão que chego?

Utopias são necessárias.


Esta é uma entrevista com personagens e situações ficcionais.

Esse post faz parte da Série Visões - uma série ficcional, concebida pela Fibra Design e agaragem estúdio, que visa ilustrar visoes de futuro baseadas em iniciativas já existentes no presente, ou em fase de idealização.
As informações e imagens exibidas na Série Visões são extraídas de fontes externas.

Clique nos links abaixo e saiba mais sobre os projetos
1. Cadeira-árvore
2. Torre-árvore
3. Barracas suspensas

 

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4/4